| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | P. auricollis |
A maracanã-de-colar é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Também conhecida como ararinha-de-colar. Não é considerada como ameaçada, embora seja apreciada como ave de gaiola, suas populações são consideradas estáveis.
Seu nome científico significa:de Primolius = homenagem a Pietro Conte Primoli di Foglia (1820-1883), gênro do ornitólogo francês príncipe Charles Bonaparte; e do (latim) aurum = ouro; e collis, collum = colar, pescoço. ⇒ Ave de Primolius com colar amarelo.
Mede 40 cm. de comprimento e pesa de 240 a 260g. Semelhante à Maracanã-de-cabeça-azul, difere por um característico colar amarelo-dourado mais notável na nuca, coroa azul, pele facial branca, e base do rabo laranja. Em voo, pode-se ver o amarelo debaixo da asa. Pode ser observada aos casais às vezes ao lado do maracanã-do-buriti (Orthopsittaca manilata). Ao entardecer, reúne-se em bandos numerosos, rumo aos locais de pernoite coletivo. É pouco conhecida na natureza. Os primeiros trabalhos de campo no Brasil estão sendo realizados pelo Projeto Arara Azul e Projeto Papagaio verdadeiro.
Não possui subespécies.
Alimenta-se de frutos, flores e sementes que eventualmente procura no solo.
Nidifica em ocos de árvores, se reproduz em dezembro.
Comum. Habita uma variedade de ecossistemas, incluindo capões e matas de galeria, sendo comum em áreas agrícolas, entre 600 e 1700 m. A espécie adentra os cerrados, matas secas e carandazais no oeste de Mato Grosso. Realiza frequentes deslocamentos. Voa em grandes bandos.
Ocorre no Pantanal de Mato Grosso e ao norte da Ilha do Bananal (região do Rio Araguaia), Goiás (região do Rio Araguaia), no Tocantins e sul do Pará. Também ocorre no norte da Bolivia, norte do Paraguai e noroeste de Argentina.